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Manifesto nº 001/2026

Qual político vota como você votaria?

Versão v319/07/2026.

Rápido, sem olhar o celular: em quem você votou para deputado federal na última eleição? E para senador?

Se você travou, está em boa companhia. A maioria dos brasileiros não lembra. E não é preguiça: é que depois da urna a relação acaba. O político vai para Brasília, a gente volta para a vida, e os dois lados se perdem de vista.

Este texto explica por que a gente acha isso um problema sério, e o que o Meu Político Favorito faz a respeito.

A gente vota e depois se perde

Enquanto ninguém olha, o Congresso vota. Vota o tempo todo: salário mínimo, imposto, saúde, meio ambiente, internet. Em cada votação nominal, o painel do plenário registra o voto de cada deputado e de cada senador, um por um. Tudo isso vira dado público nos portais oficiais da Câmara e do Senado.

Só que dado público não é o mesmo que dado acessível. Para saber como o seu deputado votou nos últimos anos, você teria que baixar planilha e decifrar juridiquês. Ninguém tem tempo. Então a opinião sobre político acaba se formando com o que chega fácil: manchete e corte de trinta segundos.

O resultado é ruim para todo mundo. O eleitor não sabe o que o eleito anda fazendo lá. E o eleito, sem ninguém acompanhando, responde cada vez menos a quem o colocou lá. A cobrança, que é o coração da democracia representativa, vai murchando.

Um favorito escolhido pelo voto, não pelo marketing

A ideia do Meu Político Favorito cabe numa pergunta: qual político vota como você votaria?

Não é qual aparece mais na TV, nem qual tem a melhor campanha. É qual aperta o botão do jeito que você apertaria. Porque mandato, na prática, é isso: votar sim ou não em nome de quem elegeu.

Então a gente foi buscar o que cada parlamentar realmente fez. O acervo cobre os 513 deputados federais e os 81 senadores, com votações nominais desde 2003, atualizado toda noite a partir dos portais oficiais. É contra esse histórico real, e só contra ele, que você se compara. O seu político favorito sai daí: do voto registrado, não da propaganda.

513
deputados federais no acervo, cobertura completa
81
senadores no acervo, cobertura completa
2003
ano em que começa o histórico de votações
2
portais oficiais, Câmara e Senado, atualizados toda noite
0
notas atribuídas a político, nunca

Como o match funciona

Primeiro você escolhe o alvo: deputado federal (o país inteiro ou só o seu estado) ou senador.

Aí começa o questionário. Cada pergunta é uma votação que aconteceu de verdade no plenário, do tipo nominal, aquela em que o voto de cada parlamentar fica registrado no painel. A gente traduz o texto oficial para linguagem simples (com ajuda de inteligência artificial e revisão da equipe) e pergunta o que você acha: concordo, discordo ou neutro. Tem ainda o “não sei”, para usar sem culpa quando o assunto é distante.

PL 1085/2023Direitos trabalhistas
Empresas devem garantir igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função.
Concordo
Neutro
Discordo
Não sei

Quando você opina, marca também quanto aquilo importa para você: baixa ou alta. Esse peso entra no cálculo. Um tema que te toca de verdade puxa o resultado mais do que um tema que tanto faz.

A ordem das perguntas não segue lista pronta. A cada resposta, o sistema refaz as contas e escolhe a votação que mais ajudaria a cravar o seu match. Por isso o questionário costuma acabar cedo: quando o resultado fica firme, ele para, sem te obrigar a responder o estoque inteiro.

De vez em quando aparece uma pergunta bônus, sem hora marcada. Ela é diferente das outras: não trata de uma votação que já aconteceu e fica fora da conta do match. É o nosso jeito de ouvir o que as pessoas pensam sobre um tema que o plenário ainda não decidiu.

Ao terminar, você vê seu match: o parlamentar em exercício cujo histórico mais coincide com as suas respostas, junto com as votações que mais pesaram nisso. Cada uma tem placar, texto e link para o registro oficial no site do Congresso. Você não precisa confiar na gente. Pode conferir.

De que lado a gente está

De nenhum. E isso não é slogan, é regra de construção.

Aqui não existe nota de político, nem ranking do melhor para o pior. Ninguém ganha etiqueta de esquerda ou direita. Os perfis mostram fatos: como a pessoa votou, carreira, comissões, gastos da cota parlamentar, dados oficiais do TSE. O julgamento é seu, não nosso.

Dar nota exigiria escolher, antes de você, qual é o voto certo em cada projeto. Essa escolha embute a visão de mundo de quem faz o site, e a gente se recusa a entregar opinião fantasiada de número. No Meu Político Favorito, a régua da comparação é você: duas pessoas com opiniões opostas recebem matches opostos, e é exatamente assim que deve ser.

O que você já encontra hoje

O match é a porta de entrada. Dentro, tem mais:

Em breve

Duas novidades estão a caminho: Justos e Candidatos. Por enquanto, os nomes são tudo o que a gente conta.

O caminho de volta

Tudo o que este texto descreveu até aqui anda numa direção só: Brasília chegando até você. A gente quer construir a volta também. Hoje o produto te ajuda a entender a política. O próximo passo é a política te entender.

Funciona assim: cada posição, reação e favorito que você registra se soma aos de todo mundo e vai formando um retrato real do que a população pensa. Quem quiser pode completar esse retrato com um perfil de estado, idade e afins, sempre opcional e com “prefiro não dizer” aceito em qualquer campo. No futuro, esse retrato vira análise pública: qualquer pessoa, inclusive os próprios políticos, vai poder ver o que a população achou das votações passadas e como gostaria que as próximas fossem decididas.

Algumas sementes disso já estão plantadas. A pergunta bônus é uma. O email para o seu favorito, antes da votação, é outra. E tem o programa padrinho: qualquer político, em exercício ou candidato, criador de conteúdo ou empresa pode ganhar um link de convite próprio, de graça. Quem entra por esse link passa a contar numa análise agregada para aquele padrinho. Nunca a resposta de uma pessoa, sempre o retrato do grupo, incluindo como ele quer que uma votação seja decidida, antes ou depois de ela acontecer. É a visibilidade que falta hoje: o que os eleitores ou seguidores de alguém realmente querem.

Uma regra vale desde já: esse retrato é sempre sobre votações e temas, nunca sobre a corrida eleitoral. Ele não vira lista de candidato preferido, não mede intenção de voto e segue, no período eleitoral, as regras da legislação sobre pesquisas e enquetes.

Seus dados

O Meu Político Favorito segue a LGPD, a lei brasileira de proteção de dados. Na prática:

O ponto de tudo: a democracia

O Meu Político Favorito não existe para eleger ninguém, nem para derrubar ninguém. Existe para fortalecer a democracia no Brasil.

Isso também define o que a gente não é. O Meu Político Favorito não é pesquisa eleitoral: ninguém aqui pergunta em quem você vai votar, e nenhum número publicado mede preferência entre candidatos. Não é propaganda: não pedimos voto e não recomendamos ninguém. O que existe aqui é fato público, como cada parlamentar em exercício votou, e o quanto isso coincide com o que você pensa. Quem transforma informação em decisão é você, na sua privacidade.

Democracia representativa só funciona com acompanhamento. Quando o eleitor sabe como o eleito vota, a promessa vira algo que dá para cobrar, e o próximo voto sai mais consciente. Quando o eleito enxerga o que o eleitorado pensa, representar deixa de ser adivinhação. A gente quer reaproximar os dois lados, com fato na mesa. É trabalho de formiga, feito de placar em placar, mas é assim que se reconstrói confiança.


Responda o questionário. Descubra seu match. E não perca mais o seu político de vista.
Encontre seu match
Cada regra deste manifesto vira prática na nossa metodologia aberta. Em caso de dúvidas, volte ao início.